Continuamos Penta e ninquem nos alcançara, pelo menos nesta copa.
A julgar pelo primeiro tempo, em alguns momentos, pensamos estar mais perto do Hexa.
Concentreno-mos em nossas conquistas. De nossa família.
Mesmo por um curto período, nos encontramos novamente. Vitória. Outra vez na casa da Aian.
Nossa seleção , esta como nossa família. Se renovando. Outros e nobres valores. Alguns discutíveis também. Essa é a vida.
Nada tira o brilhantismo da copa do Théo. Mesmo porque, para nós ele é muito, mas muito mais importante do que a seleção brasileira de futebol.
Assim ,como nossa família, a seleção, começou uma renovação. Em toda renovação existe os altos e baixos. É normal os veteranos estarem emocionalmente e fisicamente depalperados, assim como os mais novos não terem ainda a experiência e maturidade para que, ajuntando as forças, nos levem a conquista.
Por outro lado, pensemos um pouco no Brasil. Isso mesmo nosso País.
O Lula, que absolveu e concordou com o mensalão, o Renan, O Sarney, os Sangues Sugas e tantos outros , quis a justiça que ele em oito anos, não conseguisse receber os “Campeões do Mundo “ o que seria uma vitória política.Pé frio.
Sinto pelo zaqueiro Lucio. O único e verdadeiro representante do povo Brasileiro.
Não me venham agora dizer que faltou o Ganso e o Neimar, Eles jogariam o mesmo que o Robinho , ou seja contra o Monte Azul, o Rio Claro etc, até eu.
O Brasil é muito maior que os perdedores e os enganadores.
Théo , Maitê, Pietra e Sofia, ao longo de vossas vidas, você verão muitos, Robinhos, Gansos e Neimar, mas serão os Lucios , Juans, e Maicons que lhe darão o prazer e o orgulho de serem brasileiros.
"Dedico este texto com todo amor e carinho ao Pinho, a Magdalena, ao Gerson e a Elaine que na época, vivíamos no mesmo Lar.
“ÉS A NOBRE INFANTARIA DAS ARMAS A RAINHA...”
Há exatos 40 anos, o Brasil sagrava-se tri-campeão, junho de 1970.
Eu, com 18 anos, servia ao Exército.
Exatamente na época da copa, encontrava-me em operação militar de combate. Não era exercício de manobra. Tratava-se de combate ao terrorismo, o que alguns ingênuos, ainda hoje classificam como movimento “Guerrilheiro”.
Isto hoje não vem ao caso.
Vamos à história.
Após mais de um mês, sem que minha família tivesse noticias reais de onde eu estava e como estava, recebemos ordens para regressar ao quartel em Quitaúna. Apesar de estar a quase 250 Km de distancia, o coração disparou iria rever minha família.
Só embarcaríamos no dia seguinte, com previsão de chegada ao quartel as 13: horas.
Foram às 24 horas mais longas de toda minha vida.
O Comboio com a tropa adiantou- se meia hora em relação ao previsto.
Sem demora, adentramos o quartel. Ao passar pelo prédio do Comando, vejo O Coronel Subcomandante aos berros e com firmes gesticulações, ordenar meia volta, ou seja, retornar.
Deu branco. Todos os soldados, boquiabertos, ficaram sem entender.
Os caminhões, cumprindo ordens, transportam a tropa de volta para saída.
Neste momento, ao olhar para a guarita, vejo um civil ao lado da sentinela.
A boca secou de tal maneira, que mal consegui dar o assovio característico da família. Ao ouvir o som tremulo porem identificável meu pai com uma precisão de pai olhou exatamente no caminhão que eu estava.
Acenei tremulo de emoção ao ver meu maior ídolo.
Em resposta, meu pai ajunta as mãos , como se estivesse em oração, e eleva-as ao céu. Mesmo de longe consigo ler seus lábios “Graças a Deus”.
Começam os gritos dos Sargentos.
“Atenção companhia, desembarcar.”
“Companhia em forma rápido.”
“Vamos bando de Mocorongo só porque estão sem dormir direito um mês tão moles”
Do Lado de dentro do quartel a Mooca não era diferente.
Toques de Cornetas ordenando formação do regimento, em acelerado chamado para a banda.
Começo a compreender. O Regimento Raposo Tavares se preparava para receber a CPP1. Uma de suas companhias que voltava do combate, literalmente da guerra.
Formamos. O capitão Ciro estufa o peito e ordena.
“Companhia Sentido. Ordinário. Marcha.
A Banda, dentro do quartel começa a entoar a “Canção da Infantaria” (ouça após o texto)
O segundo Batalhão, perfilado, apresenta armas a tropa que retornava pra casa. Esta por sua vez marcha como nunca mais faria na vida.
Sou o Símbolo, o soldado que vem após do comandante com a bandeira, antes do restante da tropa.
Passamos pela sentinela e cadê meu pai?
Não poderia fazer nada estava em forma.
Começamos a nos aproximar do palanque do comandante. Quem esta ao lado do Coronel Nade? Ele mesmo, o próprio, o seu Pinho.
(Fiquei sabendo mais tarde que, o comandante ao ser informado que aquele civil era pai de um soldado que retornava de combate, convidou-o para receber o filho.
Seguindo o Protocolo Militar, o Capitão Ciro da à ordem:
Companhia, Sentido, Olhar a direiiiiiitá.
O Coronel responde á tropa com a continência. Meu pai sem saber o que fazer, coloca a mão no peito. Ele não imaginava a repercussão do seu gesto.
Depois de 2 horas já estávamos sendo dispensados. Não via hora de abraçar o meu velho.
Antes porem, dirijo-me ao Capitão Ciro. Tivemos o seguinte dialogo.
- Com licença Capitão, posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro, Pugliesi. À vontade.
- Capitão, eu percebi que quanto prestamos continência ao comandante, o Sr estendeu o tempo da continência, certo?
- Perfeitamente, Pugliesi.
- Por que Capitão?
- Pugliesi, eu vi que era seu pai quem estava lá. Você se esqueceu que eu o conheci? Você me apresentou o Sr. Felippo, com dois “pés”, certo? (realmente isto acontecera quatro meses antes)
Gelei por dentro e por fora
- Quer dizer então que o senhor
- Isso mesmo Pugliesi. O Sr Felippo hoje ,com aquele gesto altivo em levar sua mão ao peito enquanto nossa tropa marchava , representou o pai de todos nós.
- anh, sei, e...
- Até mesmo o meu ,que já mora no céu.
-Sinto muito Capitão. Agradeço sua gentileza e honraria para com meu pai.
-Não tem porque, o prazer foi meu. Dê um grande abraço ao Sr. Felippo.
-Darei. Ah Capitão, qual era mesmo o nome do seu pai?